Foi dispensada e depois descobriu que estava grávida na data da demissão? Ou a empresa alegou que “não sabia”? Na maioria das vezes, isso não tira o direito. A estabilidade da gestante é uma das mais fortes do Direito do Trabalho, e ela protege independentemente de quase tudo.

A regra, com fundamento.

A Constituição (ADCT, art. 10, II, “b”) garante à gestante estabilidade da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Dispensa sem justa causa nesse período é inválida.

“A empresa não sabia” não afasta — a responsabilidade é objetiva.

A Súmula 244, I, do TST é expressa: o desconhecimento da gravidez pelo empregador não afasta a estabilidade. O que importa é um fato biológico — a gravidez já existir na data da dispensa —, não a ciência da empresa. Ou seja, mesmo a trabalhadora que só descobriu depois tem direito.

Vale no contrato de experiência e por prazo determinado.

Outro ponto que as empresas ignoram: a Súmula 244, III, do TST garante a estabilidade mesmo na admissão por contrato por tempo determinado, inclusive experiência. Engravidou na vigência do contrato de experiência? Tem estabilidade.

Vale se a gravidez se confirma no aviso prévio.

O art. 391-A da CLT estende a estabilidade quando a concepção ocorre no curso do aviso prévio, trabalhado ou indenizado.

O que se pede: reintegração ou indenização.

Se ainda dá tempo, pede-se a reintegração ao emprego. Se o período de estabilidade já se exauriu, converte-se em indenização de todos os salários e vantagens do período (Súmula 244, II, e Súmula 396 do TST) — sem que a trabalhadora precise ter pedido a volta imediatamente.

O limite honesto.

A estabilidade protege contra a dispensa sem justa causa; não blinda pedido de demissão válido nem justa causa real e provada. Por isso cada caso se lê pela documentação.

Leia também

Quando a empresa tenta escapar da estabilidade lançando uma justa causa, a discussão muda de lugar: veja por que o ônus de provar a justa causa é todo da empresa.

Baixada Santista.

Comércio, serviços e indústria de Santos e região — onde a dispensa de gestante, muitas vezes no aviso ou na experiência, é mais comum do que deveria.

📱 Fale agora pelo WhatsApp: (13) 99678-7721 — atendimento na Baixada Santista.

Atendimento na Baixada Santista — (13) 99678-7721

💬 Falar com um advogado agora

Conteúdo informativo. O direito depende da data da concepção e dos documentos do contrato. Só a análise do caso permite orientação segura.

Raphael M. Mattar — OAB/SP 328.286